Eu sempre tive a impressão de que tudo que falava já tinha sido dito, pensado ou escrito em algum lugar no mundo.
A internet e, mais precisamente, o Google só reforçaram isso.
Infelizmente isso causa certa insegurança na hora de expor o que eu penso, afinal, se eu procurar, vou encontrar o que falei em algum lugar e vai parecer que copiei.
A pergunta que não quer calar: sou eu um papagaio que só saio repetindo frases e nada mais?
Talvez me falte um pouco - muito - de genialidade e originalidade para desenvolver cada uma das minhas idéias, mas também acho pouco provável que eu seja assim tão óbvia. É muito complicado dizer algo que nunca foi dito, ou até impossível.
Se eu quiser ser super justa, terei de passar a vida escrevendo citações, pesquisando para garantir o direito de autoria ao autor original, mesmo que eu nunca tenha lido ele.
Desse jeito vou me calar, porque será impossível manter o ritmo.
A gente recebe milhares de estímulos e informações cruzadas todos os dias e nossas conexões nervosas acontecem de modo semelhante, então idéias iguais são totalmente possíveis, ainda mais agora, que o mundo todo pode ter acesso ao mesmo material pela internet.
Eu sou absolutamente contra a citação compulsória, afinal, tudo que aprendemos nessa vida vem de um acúmulo de estudos, trabalhos, pensamentos, pesquisas, vivências de milhares e milhares de anônimos.
Por exemplo, o “ovo de Colombo”, Colombo ficou famoso com essa história de ovo em pé, mas quem me garante que não foi a avó dele que lhe ensinou essa tirada e ele pegou um monte de bobões e ainda saiu por cima, como “o espertão”?
Se todo mundo resolver guardar para si seu conhecimento, então pararemos de evoluir entre uma geração e outra, pois uma das muitas coisas que nos diferenciam dos outros animais é a capacidade de aprender uma idéia e desenvolvê-la, criar a partir dela.
Mesmo que nem sempre a evolução seja positiva, a capacidade de continuar um trabalho, desenvolvendo-o através dos séculos nos colocou hoje nessa posição em que estamos, felizmente ou não.
Não me sinto mais dona das minhas palavras depois que elas saíram da minha boca. Seria egoísmo, afinal, não fui eu que criei a língua, precisei de ajuda para aprender a falar, a ler e a escrever.
O que mata é o ego, a vontade de bater no peito e dizer FUI EU, ou então, alimentar o ego ao ler citações e babações sobre suas “criações”.
Bom, muitos blogueiros têm discutido o valor da citação e as formas corretas de se fazer isso.
Se eu tiver que seguir regras rígidas para linkar, vou começar a achar isso aqui tão chato, que será impossível continuar.
Até onde somos tão donos assim do que produzimos? Todo mundo busca informações sobre tudo no Google, mas poucos trabalhos dão os créditos ao site. E se ele resolver cobrar, e todos os sites de busca também?
De forma alguma considero plágio algo positivo, valorizo muito os criadores originais em geral. Afinal, não é bacana dedicar horas de trabalho sobre alguma coisa e alguém simplesmente tomar para si os créditos. Mas até onde somos realmente donos de nossas idéias?
Respeito é fundamental sempre.
Mas bom senso também é importante.
Li um pouco disso aqui e aqui!
terça-feira, 5 de maio de 2009
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4 comentários:
quando um amigo meu me enche o saco tirando uma com a minha cara, falando q eu nao tenho bunda, eu falo brincando 'sou o mais bundudo da minha família' acabei de procurar essa entre aspas no google, e nao achei ngm q tivesse falado isso, um ponto pra mim
uahhuahuahuuha
bjuss
hahaha boa!!!
quanto a ideias lembre-se de Nietzche em "O Eterno Retorno": "tudo já existiu e tudo tornará a existir". As vezes por mais que pensamos em ter algo novo, isso não é novo e muito menos inédito. A internet contribui para a divulgação de textos (muitos bons mas muitos ruins) mas a forma como pensamos é única e isso que é importante. Pois segundo Nietzche já existiu alguém como eu que já levou a mesma vida que eu levei e teve as mesmas condições e oportunidades, pois "finita são as possibilidades da vida". Enfim, não gosto muito de pensar dessa forma, mas acredito que ele tem sua razão.
Isso pode ser até um consolo em alguns casos. De que outros também passaram pelo mesmo que você, mesmas angústias, que você não está só.
Quando se trata de uma idéia comercial dae realmente é uma merda! haha.
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